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Saturday, February 16, 2008

Vespanomics

vespaPublicidade Vespa: Nos anos 70 era assim

A Vespa USA lançou recentemente o desafio aos seus utilizadores, fazer um pequeno video sobre as qualidades da Vespa.
Eis o resultado, mostramos aqui apenas dois exemplos, o concurso tem sido bastante concorrido. No primeiro video, destaca-se o comparativo ente o popular SUV e a Vespa em ambiente citadino. No segundo video, podem ver um clip musical com o Rex, que nos oferece um divertido tema, com um refrão daqueles que teima em não sair do ouvido, atenção...e sob ritmo ska!. Daria ou não um bom tema musical para campanha publicitária? Vespa, Vespa, la la laaa...



Tuesday, February 12, 2008

Tizziana e Ricardo, viajantes solitários.

Cruzamo-nos com Tiziana e Ricardo num dia quente em Sevilha, também eles andavam a viajar de Vespa. Nós íamos para o Sul e eles regressavam a casa. Titti e Ricky contam que gostam de viajar com as suas Vespas pelas estradas mais idílicas do Sul da Europa, mas não deixam de sonhar com a mítica Route 66. Eis uma entrevista, onde se fala de câmaras-de-ar, gasolina cara e muita paisagem que ainda não está adulterada. E um exemplo de como se pode viajar muito com pouco dinheiro. Sempre de Vespa...


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Pertencem a algum Vespa Clube?
Titti: Si, eu pertenco ao Vespa Club “I Leoni di Bregano”.
Ricky: e o meu é o Vespa Club Genova.

Quero saber mais coisas sobre os vossos Vespa Clubes.. Que tipo de actividades fazem e com que frequência? Quanto membros têm?
Titti: O meu Vespa Clube não tem muitos membros, pois é muito recente. Devemos ser uns 50, mas todos conhecidos uns dos outros. O ambiente é amistoso e quando nos encontramos existe sempre aquela boa disposição. Este ano, estão a organizar o Vespa Meeting Trial, um evento inter-regional entre o Vespa Racing Team e a Gymkhana Cham.
Ver aqui.
Ricky: O meu Vespa Clube, é um dos mais importantes em Génova. Tem cerca de 500 sócios, mas tu sentes que não fazes parte de coisa alguma, ninguém se importa contigo...tem muitos sócios, mas dá-me a ideia que a maioria deles fez-se sócio para obter discontos nos seguros das Vespas.

Aqui em Portugal, como no mundo, existe aquela imagem romantica de Itália. Terra-mãe da Vespa, a fabrica Piaggio...uma certa mitificação sobre a própria Vespa e os italianos. Ainda existem Vespas a preços acessíveis em Itália?

Depende da tua sorte. O Ricky adquiriu a sua Vespa PX 125E Arcobaleno (1986) de borla, porque pertencia a um senhor de idade e já não a usava. E ofereceu-a, simplesmente!
Eu, comprei a minha PX 125E (1984) em 2005 e paguei 300 euros por ela! Tinha 11,000 km e estava como nova. Uma verdadeira pechincha, pois o preço real custa entre 800 e 1,000 euros.
Podes encontrar Vespas antigas: por exemplo a 150 Sprint Veloce, entre os 2,000-3,000 Euros; a 200 Rally pode ir dos 4,000-5,000 Euros; ou uma 150/160 GS pode custar 6,000 Euros. Tudo depende da condição/estado da Vespa, sua idade e do seu restauro.
Em Génova, encontras facilmente Vespas, dos anos 70, nas ruas. A maioria em mau estado de conservação. Mas é muito fácil encontrar uma Vespa, compra-la e restaurar a mesma, quer de motor ou fazer uma nova pintura.

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Nestes últimos 4 anos, vocês têm viajado de Vespa por Itália. E mesmo por França , Espanha. Contem-nos alguns episódios engraçados que tenham vivido nestas viagens?

Em 2004, saímos de Génova, e pela primeira vez viajamos de Vespa, fomos para a Sardenha.
Apanhamos um ferry e já na ilha percorremos 1600 km sempre pela costa, durante 2 semanas.
Sentimos que viajámos muito. Foi a nossa primeira experiência, mas adorámos cada minuto. E após isso, decidimos que está era a maneira ideal de passar umas férias de Verão inesquecíveis.

De facto, no ano seguinte, decidimos ir até Barcelona, partindo de Génova. Fizemos 2,900 km em 23 dias na Vespa do Ricky. Seguimos pela costa, desde França e Espanha. Onde visitamos todas as cidades francesas junto ao Mediterraneo, e algumas do interior. Já em Espanha, tivemos alguns problemas, devido ao mau tempo. França é um dos melhores países para viajar e fazer campismo, pois tem imensos campings a preços muito acessíveis. Podes pagar 5/19 euros, tudo incluído!. E além disso, viajar nas estradas francesas é muito mais seguro que em Espanha.

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Em 2006, decidimos ir até ao norte de França, a zona da Bretanha, Normandia e os famosos castelos ao longo do rio Loire, mas apanhamos o comboio de Nice para Paris, pois iria nos tirar muitos dias a chegara lá de Vespa. Saimos de Paris, e passamos 30 dias a viajar onde fizemos 3.500 km. Seguimos na estrada sempre junto ao Rio Sena, alcançando o Le Havre e depois viajando pela costa
da Normandia e da Bretanha. Depois fomos em direcção a Paris novamente, mas desta vez seguindo as margens do rio Loire, região famoso pelos seus fantásticos castelos.
Infelizmente, o tempo não esteve amistoso em França: choveu durante 28 dias nos 30 que estivemos por lá. Tivemos que comprar roupas quentes porque estava muito frio. A temperatura durante o dia ronda os 15º-17º.
Então, no Verão de 2007, nós decidimos ir a Espanha, porque queriamos uma viagem com sol e temperaturas quentes. Apanhámos o ferry em Génova, para Barcelona, e daí partimos sempre pela costa em direcção ao Sul e alcançamos o Cabo de Gata, onde conseguimos ver um local bonito pela primeira vez. Porque todo o litoral da costa mediterranica espanhola conseguiu se tornar num lugar horrível: cheio de arranha-céus, turistas a mais, condutores enfurecidos que estão nas tintas para a condução lenta da nossa pequena Vespa. Ficamos em choque com as cidades e as pessoas, mas por sorte, o sul de Espanha consegue ter alguns paraísos perdidos, e onde podes conhecer a verdadeira e profunda Espanha. Nós visitámos Ronda, uma das melhores estradas por onde andámos, de Yunquera para Ronda, onde se passa pelas montanhas, estradas sem carros e pequenas e acolhedoras vilas. Depois seguimos para Gibraltar, Cadiz, Sevilha, Cordoba e Granada. Em Sevilha, conhecemos o João e a sua namorada – num camping manhoso e cheio de ratos - os primeiros vespistas após 3.000 km percorridos. Um dos melhores momentos desta nossa jornada. É fantástico encontrar pessoas que partilham a mesma paixão e ver como a Vespa se mantém tão acarinhada à volta do mundo. Em Espanha, os parque de campismo são caros (20-30 euros “tudo incluído”), e os espanhois que conhecemos – nem todos eles, claro! - são pouco amistosos para os turistas que viajam sem os chamados “big campers”. Nós normalmente gostamos de viajar pelas estradas secundárias, porque aí podemos encontrar as melhores paisagens, mas em Espanha, é um pouco difícil porque todas estradas vão dar a uma estrada principal, sempre com muito mais movimento e que se torna mais perigosa. Depois de 35 dias e uns 4.500 km, regressamos a Barcelona e novamente apanhámos o ferry para Génova.
Neste Verão de 2008, estamos a planear ir a França novamente e visitar a parte central da mesma. Vamos, desta vez com duas Vespas, Eu (Titti) vou na minha e o Ricky na dele!. Estamos desejosos para partir.

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Qual foi a melhor cidade que visitaram? E o melhor restaurante, perdido naquela pequena vila?



Sardenha 2004:
É difícil dizer, porque a Sardenha é uma pequena e bela ilha e qualquer estrada que tomas pode-te levar a descobrir locais e paisagens fantásticas. As pequenas vilas onde o tempo parou a 100 anos atrás.

a) a cidade murada de Alghero a noite, com as suas luzes laranja.
b) a ilha de San Pietro (Carloforte).
c)a estrada que liga Cagliari a Villaputzu, a SS 125, deslizar na estrada e pensar no nada, mais de 70 km.
d) Genna Silanu: uma pequena estrada atravês das montanhas onde podes encontrar ovelhas e porcos em plena estrada, e onde encontramos um vespista – Enrico de Milão – que ia para Cagliari.
e) Porto San Paolo: praias de sonho, areia branca e agua azul clara, mais abaixo e de frente para a Ilha de Tavolara e do Cabo Coda Cavallo, uma zona residencial rica, que tem umas pequenas praias de rocha, ventosas e repletas de surfistas.
Podemos dizer que claramente, a Sardenha merece uma visita, pois é deslumbrante – excepto o norte da ilha (Costa Smeralda) que é igualmente bela, mas infelizmente cara.

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Génova- Barcelona 2005:
Não gostamos da primeira parte da viagem, da parte francesa – cidades de Mentos, Nice e Monaco, - não é o cenário que mais gostamos. Pensamos que agrada certamente aquelas pessoas que gostam de se exibir como ricos que são...
Eis os locais que gostámos:
a) Cap de l’Esterelle e as suas rochas vermelhas;
b) Port Grimaud – perto de St. Tropez – e a sua paisagem campestre;
c) Presqu’île de Giens e a Ilha de Porquerolle, reserva natural onde apenas podes ir a pê;
d) Cassis e a Route des Crêtes, um pinhasco junto ao mar – 400 m de altura – and the Calanques of Cassis, onde so podes ir a pê…é um pouco duro, mas belo pela paisagem.
e) Camargue e Bouche du Rhone, onde descobrimos uma fantástica vida selvagem, com cavalos selvagens, bandos de flamingos rosa, touros e campos verdejantes – mas também muitos mosquitos.
f) Baux-en-Provence, uma cidade que fica sobre uma rocha branca e onde provamos deliciosos croissants. Se forem a França, parem e provem os famosos croissants – feitos de manteiga com sal – ficam o dia todo a comer croissants!!
g) The Canal du Midi e Carcassonne, uma bela cidade murada rodeada por região pitoresca.
h) Montolieu, para aqueles que gostam de livros, porque tem mais livrarias que habitantes.
i)a estrada entre Carcassonne to Perpignan (D 118 – D 117). Vale a pena percorrer a pequena estrada serpentada sobre as rochas e os seus túneis.
j) Girona: cidade muito bonita, onde alguém do Scooter Club local deixou uma mensagem na nossa Vespa.
k) Barcelona – pois claro! – porque se viajas para lá de vespa, podes ir a qualquer ponto da cidade ou estacionar nas Ramblas. Nós não podemos dar algum conselho ou dica sobre restaurantes porque não somos clientes assíduos, normalmente preferimos fazer as nossas refeições no nosso camping gaz, porque é muito mais barato e quando se viaja durante 30 dias tem de se poupar algum dinheiro.

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O Norte de França 2006:

a)Giverny: Visitar a casa/museu de Monet e o seus jardins, um local onde tudo respira a pintura impressionista;
b)Ertrat e as suas colinas brancas;
c)Honfluer;
d)Mont Saint Michel (mágico!): ir a um café local e provar uma cidra.
e)Saint Malo: a não perder de vista, a maré e a mudança visual que a mesma provoca na paisagem. Para aqueles que apreciam literatura francesa, ir ao Grand Bé, uma pequena ilha em frente a cidade murada, onde dorme Chateaubriand. obrigatório provar a doçaria local e a famosa cerveja bretã.
f)Dinan e as suas casas Bretãs, aquelas com a estrutura e fachada de madeira.
g)Cap Fréhel e o seu farol, flores rosa e campos verdejantes que se estendem até ao mar.
h)Perros Guirec (Plouhmanac’h) e as suas rochas rosa (até o Farol é cor-de-rosa!);
i)Sillon de Talbert;
j)Roscoff, se gosta de cebolas este é o local onde se encontra as melhores cebolas de França!
Pedir um crepe numa crepérie típica no centro da vila, e goze o momento!
k)Cap du Van e Cap du Raz e as suas altas colinas e paisagem natural: se conseguires abstrair de todo o movimento turístico, podes usufruir da paisagem natural das colinas.
l)Carnac e os seus dolmens, se gostas de locais míticos. Ali sentes que fazes parte de uma história muito antiga;
m)O Parque de Campismo em Port Chateau (Au Bois de Beaumard) ; sugerimos este, porque parece tirado de um sonho (e muito barato, também!), cheio de pássaros e animais de espécie rara. Aqui pode-se disfrutar do silêncio do campo.
n)Os castelos ao longo do Loire. Nós visitamos o castelos de Chenonceaux. Merece uma visita, apesar da entrada no mesmo, não ser muito barata! Aqui encontramos dois amigos de Itália (Paolo e a Monique) que estavam a fazer o mesmo percurso que nós. Mas eles iam de bicicleta: chapeau!

o)Talvez a melhor aventura destas férias tenha sido a ida ao Euro Disney com a nossa Vespa: tivemos de apanhar a auto-estrada, era a única maneira de lá chegar...e foi perigoso!

Apesar de tudo, andar em Paris de Vespa é um dos nossos melhores momentos destas férias. Podes ir a qualquer local da cidade, podes estacionar a Vespa em qualquer local (nós estacionamos mesmo em frente a Notre Dame!)
O problema em França é o mau tempo, mas se não tiveres medo disso, vais concerteza adorar as paisagens francesas.

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O Sul de Espanha 2007:
a)Cabo de Gata (Playa de los Genoveses – a pé) e a sua paisagem desértica: parece que estamos em pleno filme Western. Cuidado: o sol é mesmo escaldante!

b)Younquera: a estrada para Ronda é uma das fantásticas que viajamos até hoje. Do deserto, entras numa estrada de montanha e passas por pequenas vilas escondidas nos vales e escarpas.
c)Ronda e a sua ponte e a estrada para Gibraltar: apenas touros e campos a perder de vista;
d)Gibraltar de Vespa:
Subir até ao Upper Rock e dali até Ape’s Den e saborear a vista e os macacos sem rabo, nem vergonha (cuidado que eles são mesmo selvagens!)
e)Tarifa e a sua linha de costa até Chipiona (Costa de la Luz) entre parques naturais e praias, um must sobretudo se tiveres sangue surfista!
f)Em Chipiona existe um camping muito barato – é mais uma pousada de juventude, mas com tendas (6.50 Euros por pessoa/dia). Tendas com confortáveis camas e com pequeno almoço incluido. Em Chipiona, na praça central da vila, podes provar umas tapas por pouco dinheiro.
g)Cadiz e Jerez de la Frontera valem a pena a visita se quiseres provar o famoso vinho da região, mas evitar ir aos domingos pois todas as bodegas estão encerradas.
h)Sevilha, uma cidade mágica onde encontramos os nossos amigos Vespistas portugueses Xavier e Dani.

Cordoba e Granada: vale mesmo a pena uma visita pelos locais históricos!

i)Em Sevilha, podes disfrutar de um show de Flamenco por apenas 13 Euros em Ximénez de Enciso, 28 Casa de la Memoria (fica no Barrio de Santa Cruz), um auténtico pátio andaluz um dos locais mais baratos em Sevilla (aqui temos de agradecer a dica do Mick, o nosso amigo inglês, espanhol, italiano!!!). Provar uma orchata de Chufas em Cordoba! A estrada que liga Cordoba a Priego de Cordoba: no meio do nada! Onde se torna dificil encontrar um camping, sobretudo em pleno Agosto. Existe um em Los Villares, uma pousada, que é pouco dificil encontrar! Em Granada, ir ao mosteiro e provar a doçaria conventual (Monasterio de S. Bernardo, C/ Gloria, 2) e comprar os pasteis! É um pouco estranho, porque apenas vemos as mãos das freiras reclusas. De Granada, subir até a Sierra Nevada de Vespa até ao cimo, 2500 metros acima do nível do mar. Ali sentimo-nos no topo do mundo...com a nossa Vespa!
Apanhar a estrada que liga Granada a Velez Blanco: parque natural e montanhas. O único problema é ser uma auto-estrada...algum perigo mas a paisagem é deslumbrante.

A evitar em Espanha, todo o litoral desde Barcelona a Cabo de Gata, é tudo caro e nada de especial!!

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E a vossa pior experiência/momento nestas viagens?

Sardenha: A câmara-de-ar no pneu de trás explodiu...nada de especial aconteceu. O problema foi depois, a nossa chave inglesa não ajudou e tivemos mesmo de pedir a assistência em viagem. Estavamos numa estrada deserta e longe de tudo e ainda para mais sem telemóvel. Quando conseguimos um reboque, deixamos a Vespa numa loja em frente a oficina da Piaggio, pois só abria no dia seguinte e lá fizemos mais 30 km de regresso ao parque de campismo.
Génova-Barcelona: nada aconteceu, felizmente para nós, durante a viagem excepto uma terrível tempestade que apanhamos e que provocou um curto circuito no sistema electrico...não conseguimos fazer nada e a Vespa, naquela noite molhada, não queria mesmo andar!

O norte de França: debaixo de chuva intensa e muito frio. Tivemos de comprar roupas para combater o frio, a chuva e o vento forte...a tenda esteve sempre molhada.
Durante os primeiros dias, a câmara-de-ar rebentou umas duas vezes. Foi dificil encontrar câmaras- de-ar para a Vespa (venderam-nos duas delas manhosas, por isso rebentaram!) Desde então, passamos a viajar com 2 ou 3 câmaras-de-ar suplentes e de marca de confiança. Sobretudo em França!

Sul de Espanha: mais uma câmara-de-ar a rebentar após 500 km, mas depois tudo correu pelo melhor até ao fim da jornada, excepto naquele percurso onde ficamos sem gasolina e parámos no meio de nenhures...sem gasolina! Então lembrem-se sempre de levar gasolina...extra!

Algum de vocês tem conhecimentos de mecânica Vespa?
Nada. O Ricky consegue mudar uma câmara-de-ar ou um pneu, mudar cabo de acelerador ou mudanças, mudar a vela...e é tudo! Nós pensamos que é isto que precisas de saber, se quiseres
fazer uma viagem de Vespa. Se algo acontecer... rezar a Deus, e esperar! (risos...) Estamos a brincar, claro! Antes de partir levamos sempre a Vespa ao mecânico.

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Conseguem contabilizar o custo de uma viagem de Vespa?
Nós gastamos pouco! Andamos sempre a procura do local mais em conta, para acampar ou cozinhamos sempre as nossas refeições, almoço e jantar...por exemplo em Espanha – considerando o facto de os parques de campismo serem mais caros que em França, mas a gasolina é mais barata que em Itália, nós gastamos cerca de 900 euros em 35 dias, incluíndo a revisão na Vespa antes de partir, o ferry para Barcelona – que é muito caro – e tudo o resto durante a viagem.

Por exemplo:
Ferryboat: 300 euros – viagem de ida e volta p/ 2 pessoas e Vespa;
Revisão da Vespa: 200 euros – inclui 3 novos pneus, 5 câmaras-de-ar, vela, carburador, sistema eléctrico, etc.
Despesas diárias: 20 Euros p/ pessoa – inclui camping, refeições, gasolina, museus, prendas, etc.

Quais a principais diferenças que notaram ao viajar entre França e Espanha?
Em França, podes encontrar os campings mais baratos. Todos os camping's de 1º e 2ª. O melhor que encontramos foi o chamado camping à la ferme – numa quinta – barato e hospitaleiro! Em França, também podes optar por estradas secundárias óptimas e evitar as auto-estradas ou via-rápidas. A gasolina é um pouco cara. A dois anos atrás estava a 1.30/1.40 euros por litro. Em Espanha, a gaolina esstá a 1.1 euro por litro – mas os campings são despendiosos e as estradas mais perigosas!
Em Itália, a gasolina é cara – 1.30 euros – mas os campings são mais baratos que em Espanha. E podes escolher boas estradas secundárias em alternativa as auto-estradas.

Têm alguma viagem de sonho? Onde? Preferem viajar sozinhos ou em grupo?
A nossa viagem de sonho é ir aos Estados Unidos e cruzar costa a costa de Vespa pela mítica Route 66. Queremos fazer a mesma, sozinhos, ou então com mais duas pessoas; não gostamos de viajar com muita gente, porque é difícil encontrar alguém que partilhe as mesmas ideias ou que queira acordar ás 6 da manhã, estando de férias ou que queira fazer uma tirada de 200/250 km por dia...então mais vale só que mal acompanhado!

Obrigado por esta entrevista! Vemo-nos por aí, algures no mundo ou então num qualquer sonho que envolva uma Vespa!
Se quiserem perguntar algo ou algum conselho, mandem-nos um mail tizianacaretti@libero.it
Vespa style forever!
See you. Your Vespa friends Titti&Ricky

Thursday, August 30, 2007

...de novo: "Miracolo Italiano" !

Já uma vez aqui tinha sido falado de um tal "Miracolo Italiano"... remember? (ver aqui)

… volto a falar deste “milagre” por uma razão muito simples, o "Miracolo Italiano" está em Portugal!
Mais propriamente em Faro numa exposição de arte contemporânea a decorrer no espaço da antiga Fábrica da Cerveja em Faro, com diversas outras obras do acervo da Fundação de Serralves. Esta exposição, está inserida no programa "Livre Circulação/Toll Free: Serralves no Algarve", uma iniciativa do projecto Allgarve.
A exposição poderá ser visitada até dia 30 de Setembro.

Como não podia deixar de ser o VespaGang esteve por lá a derreter o cartão da máquina fotográfica… e não havia maneira de fazer o dedo parar de carregar no botão!





























...de luxo!

Tuesday, May 29, 2007

Miracolo Italiano

Damián Ortega é um artista mexicano que usa objectos do quotidiano como ponto de partida para as suas obras. Expõe desde 1993 e uma das suas obras mais conhecidas é o famoso Vw Beetle de '83 pendurado por cabos de aço, no Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles.



Em 2005 criou uma instalação que não nos deixa nada indiferentes...

Ele pegou em três Vespas PX150, do modelo mais moderno, e pendurou-as no tecto da galeria. Uma (a primeira) estava intacta, a segunda tinha apenas as peças exteriores retiradas e a terceira meticulosamente desmantelada! A instalação tinha o nome de "Miracolo Italiano" (Milagre Italiano) e embora a Piaggio não se tenha aproveitado desta obra de arte, a verdade é que é podia ser uma belíssima base para uma campanha publicitária.





Thursday, April 12, 2007

Nanni Moretti em Lisboa para falar sobre seu ultimo filme O Caimao.



O realizador italiano Nanni Moretti vai estar em Lisboa, sábado, para apresentar o seu mais recente filme, «O Caimão», estreado a 22 de Março, revelou hoje a distribuidora Atalanta Filmes.
Nanni Moretti falará sábado à noite no Cinema Monumental antes da exibição de «O Caimão», visto por mais de cinco mil espectadores na semana de estreia nas salas de cinema portuguesas.

«O Caimão» conta a história de Bruno Bonomo, um produtor de cinema falido e com um casamento destruído, a quem é apresentado um guião para um filme.

Só já quando está metido no projecto é que percebe que o filme não é um thriller político mas um retrato de Sílvio Berlusconi, primeiro-ministro de Itália na altura em que Moretti rodou «O Caimão».

Entendido como uma metáfora sobre a sociedade e o mundo político italiano, «O Caimão» surge cinco anos depois do aclamado drama familiar «O Quarto do Filho», vencedor da Palma de Ouro de Cannes em 2001.

Da filmografia de Moretti, 53 anos, destacam-se ainda filmes como «Ecce Bombo» (1978), «Palombella Rossa» (1989), «Querido Diário» (1993) o tal que contracena com a sua Vespa e «O Quarto do Filho» (2001).

fonte: Diário Digital/Lusa

P.S.: Vou estar no Porto precisamente a mesma hora (a dar música no Plano B). Se alguém for ao Monumental e pedir um humilde autografo a este magnifico cineasta, sobre uma imagem do filme Caro Diario, o tal onde contracena com a sua Vespa e me oferecer posteriormente fico deveras agradecido. Eu queria mesmo... era uma foto com o Nanni Moretti ao lado da minha Vespa. E aproveitar agradecer os bons momentos que nos tem proporcionado com os seus filmes inteligentes e divertidos.

Fica aqui uma pequena cena do "Querido Diário"...

Monday, March 26, 2007

Convivio Resistencia Vespa 8 Horas - Leiria

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O Convívio Vespa - 6 horas de Resistência 2007 (que passaram a 8 horas, tal era a fome de andar as voltas até ficar zonzo!), que se realizou no Kartódromo de Leiria, foi um enorme sucesso, tal com já tinha sido a edição do ano passado. O Vespa Gang também marcou presença, o ambiente esteve óptimo, entre as 26 equipas que participaram. Houve desportivismo na pista e fora dela. O tempo ajudou, sol que deu para o primeiro bronze tomatada do ano. Pena foi o nosso companheiro David Testa que teve um acidente em pista com alguma gravidade. Mas já se encontra em Lisboa a recuperar. As melhoras para ti.
De resto, depois das voltas e mais voltas na pista, um merecido jantar bem regado, ali no centro de Leiria e entrega de prémios. Depois seguiu-se a noite do gang que contou com a presença dos scooterboys e scootergirls mais aguerridos. Pretty in Pink para acabar um excelente dia em beleza. E uma certeza que dias como este fortalecem a familia vespista. Criando laços de amizade entre todos. Como diria esse sábio, Dom Bob; a vespa faz amigos... Obrigado a todos pelo apoio e pelo ambiente fantástico que se viveu na cidade do Lis.
O nosso "local", Little Trouble Boy está a enviar mais fotos. E vai colocar mais algumas aqui. Por enquanto deliciem-se com estas da autoria do sr. emdub que tem um link a disposição de todos aqui.
As classificações já estão disponíveis no site do VCL. Link ali ao lado...

Tuesday, February 27, 2007

Este sabado temos festa no Scandy...

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Feeeeessssstttttttaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!
Mais uma. Agora não queremos outra coisa.
Nós gostamos, vocês gostam, os dj´s gostam, o pessoal dos bares também gosta.
Portanto todos gostamos, e ainda bem pois a festa é de todos, mods e não mods,
vespistas ou não vespistas. Os lambrettistas também são bem vindos.
E satisfazendo o pedido de muitas pessoas voltamos ao Scandy Bar, aquele bar meio soturno,
ali perdido numa rua semi-deserta do Cais do Sodré. Mas digam lá que aquela noite não foi melhor
do que se fosse no Lux? O soalho até abanou e a cerveja acabou, e a malta falou, fotografou,
e as vespas lindas à porta estacionadas. Ali, na Rua do Ferragial.
Pois é, o Scandy já é poiso de alguma malta do blog e das festas, e o Zé Scandy lá está sempre para nos receber.
De braços abertos, e de caixa registadora também aberta...
Apareçam lá a partir das 23.00, a entrada é livre, e os Dj´s serão o Professor X numa de Mod revival, two tone, new wave, reggae, 80´s, acid jazz, e até aos dias de hoje com as novidades de qualidade.
O regresso muito aguardado de Dj Cobra num set exclusivamente anos sessentas do melhor.
E a estrear, vindo da Bélgica o Dj WickWacky, numa demonstração
à malta do que é a sonoridade northern soul. Uma festa também didáctica.
Vão ao site modculture e inspirem-se, e atenção, quem tiver vespa é obrigatório levar e estacionar à porta.
Se vos apetecer pagar copos ou donativos podem vir ter comigo, O Rapaz do Chapéu.
Estou a brincar, estou a brincar.

O Rapaz do Chapéu.

Sunday, February 25, 2007

6 Horas de Vespa em Leiria

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Leiria vai receber o próximo Convívio Vespa - 6 horas de Resistência 2007, depois dos enorme sucesso no ano passado.
A abertura das inscrições tem início já no dia 1 de Março!
O evento ocorrerá a 24 de Março de 2007, no Kartodromo de Leiria, junto à localidade de Milagres.
Todos os interessados estão ainda a tempo de fazer a sua equipa (que pode ter dois a quatro elementos) e preparar a Vespa racing para este evento desportivo. Desportivo, mesmo! O que interessa aqui é participar e divertir...inscrições e informações adicionais aqui

Thursday, February 22, 2007

BBQ do Miguel/Vespa Gang (este sabado!)



Caros amigos,
Eis uma excelente oportunidade de nos reunirmos informalmente, como a gente gosta.
O dia de sábado vai estar muito simpático, não vai chover.
Aproveitem bem, pois a Prima Vera ainda não chegou, mas já sentimos falta de arejar as nossas scooters.

Vamos ter um dia no parque, com um muito especial BBQ scooterista-traz amigos também!
- a coisa começa por volta do meio dia e vai até ás 18h -
A ideia foi do Miguel um recém convertido a causa vespista e que nunca teve reunido com o resto do gang.

Eis a dicas indespensáveis para este BBQ:

- Traz agasalhos e roupa confortavel. O tempo para Sábado, estará pouco nublado , a temperatura maxima são os 18ºc e a probalidade de chover é de 20%. Temos dia :) No entanto traz um corta-vento nesta altura do ano é sempre agradável.

- O teu MP3, IPOD, computador, discos vinil ou cd's são bem vindos.

- Aproveita a oportunidade de estares no parque para passear, jogar ou "chillar". Existe um skate park junto ao BBQ e uma pista de in line fantástica. Não te esqueças dos materiais, utensílios e acessórios necessários.

- Aparece cedo (apartir das 12h), a ideia é fazermos um "almoço" e aproveitarmos o dia no parque.

- Traz os teus alimentos para grelhar temperados e aquele teu molho de BBQ especial. Para os doces, saladas e bebidas, lembra-te de trazer recipientes.

- Se precisares de ajuda para transportar as tuas coisas do parque de estacionamento para o local, quando chegares á entrada da Alameda Keil do Amaral e estacionares o teu veiculo telefona para o Flávio tlm: 936619768 (é o meu filho e vai adorar ajudar-te com um carro de transporte). : )
Estou-me a rir, pois ele ainda não sabe desta tarefa : )

As coordenadas do local:

Parque de Merendas do Ar e Sobre Rodas (na Alameda Keil do Amaral, junto ao Skate Park). Monsanto/Lx.
Horário: 12h/18h.

A partir da primeira rotunda vais começar a ver umas setas de côr, basta segui-las e chegarás ao local.
Até lá....
Miguel

P.S.: Quem quiser levar o atrelado, veja este video com atenção...

Monday, February 19, 2007

Lisboa-Marrocos-Lisboa...ferias de Vespa.

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E quando alguém de repente se lembra de ir a Marrocos. Mas de Vespa. O Manel, o David e a Andreia lá foram. Entre as montanhas do Atlas, as cidades e uma população simpatica e acolhedora. Marrocos afinal é já ali. Que o diga o Manel das Vespas que umas semanas antes tinha acabado de chegar de Turim, para representar as cores nacionais no Eurovespa. Certamente o Vespista nacional que rolou mais quilómetros na sua Vespa este ano! Eis a aventura destes nossos companheiros nas portas do deserto.

Manel e David. Como surgiu a ideia de irem a Marrocos?
Manel: a ideia acho que começou num encontro do Vespa Clube de Lisboa,quando um amigo do David, recém vespista, disse qulaquer coisa do genero: “E se fossemos todos a marrocos de Vespa?”…
Claro que houve logo entusiasmo de todos. Mas ficou-se por ali. Passado algum tempo o David pergunta-me se tava numa de ir a Marrocos....a resposta era óbvia: …Quando vamos?!.
David - Eu nunca tinha ido a Marrocos embora tivesse vontade de conhecer. Este ano era para ter ido a Itália ao Eurovespa com a malta do VCL mas o trabalho não mo permitiu e o artilhanço da minha Rally demorou mais tempo que o previsto, por isso decidi não embarcar. Mas fiquei roído de inveja!!...
Tenho um grupo de amigos do surf com quem costumo partilhar as viagens de lazer. Mas que normalmente resumem as férias a duas coisas: Surfar de manhã e Surfar de tarde ! E como o "massivo" não se revelou muito abonado este ano, resolvemos fazer a coisa baratinha e ir até Marrocos apanhar umas ondas.
Ora começei a fazer contas: o pessoal vai surfar para Marrocos+ eu não fui a Itália ao Eurovespa = Vou surfar pra Marrocos de Vespa. Logo o que se revelou pra mim, ouro sobre azul.

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Algum de voçês já conhecia Marrocos?
Manel: eu já conhecia, tive a oportunidade de embarcar no navio creoula, como instruendo, numa viagem a casablanca em 1996.nessa altura fiquei desiludido com marrocos, foi um choque cultural muito grande. Mas precisamente, 10 anos depois, voltei e de Vespa. Desta vez a historia foi outra.

Qual era o objectivo desta vossa viagem? Férias, passeio ou romaria religiosa?
Manel: Férias, claro!! E eu este ano abusei bem desse termo...Olha!...E eu ralado!!!
David - Inicialmente, o denominador comum era obvio : Surf, mas conforme a palavra foi passando e o grupo aumentando a coisa mudou bastante, pois num grupo formado por 13 pessoas, 7 eram mulheres,(não surfistas ainda por cima ), portanto tivemos de reconsiderar alguns aspectos da viagem tais como: alojamento, actividades culturais, visita a monumentos e reduzir o tempo de Surf.

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Houve alguma preparação especial nas vossas Vespas? De motor, acessórios...?
Manel: Eu tive algum cuidado com a vespa, visto que tinha feito a viagem até ao Eurovespa a Turim. Mudei o piston, a embreagem, o óleo e a vela. Confiante na maquina, fiz-me a estrada com alguma ferramenta, cabos, uma camara de ar,e um parzito de segmentos (risos…) De acessorios, levei uma topcase com a roupa para 15 dias e um jarrican de 15 litros.

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David - Como disse antes, uma das razões de não ir a Itália foi o atraso da preparação da minha Rally 200 que foi feito aos serões disponíveis ao longo de 3 meses com o meu grande amigo Nuno Vigoço da ORIGINAL VESPA que se revelou de uma pachorra tremenda e a quem deixo aqui um forte abraço. E os meus agradeçimentos pelo apoio que me deu, não só nesta viagem, mas igualmente nos 10 anos de Vespismo que nos unem.
Dada a graxa ao Mestre Myagi. Continuamos a história, montámos na Rally um motor de T5 com um kit Malossi 172 e aplicámos um escape de rendimento JL, amortecedores e pneus novos, travões revistos e lubrificação geral. Montei umas malas laterais que comprei numa loja de artigos em 2ª mão e que para além de darem um jeitão pois foram cheias de peças suplentes e ferramenta, fizeram alto sucesso.
Numa viagem grande é sempre aconselhável levar peças suplentes para a máquina, mas especialmente para Marrocos pois lá a bem dizer, não usam Vespas. O que pode tornar a coisa mais banal da manutenção da mota, num regresso a casa antecipado.
Quando digo, não usam Vespas, não estou a brincar pois na volta ao país só vi duas, uma em Tanger e outra em Marrakech. São tão raras ao ponto de, quando a polícia nos mandava parar (e não foram poucas vezes!) não queriam mais nada, senão saber que “bicho” era aquele.

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Qual foi o pior episódio desta aventura?
Manel: O pior mesmo foi o meu “gripanço”!! Por momento vi esta viagem a ficar por ali!.
Tinhamos saído de Merzouga com destino a Quarzazate -uma das etapas mais longas - o meu óleo tinha acabado. E comprei nas bombas óleo 2T da Elf por 4 euros (2ltrs).....Não podia ser bom!!.
Iamos a andar bem, numa recta daquelas que não tem fim, o sol quase a pôr-se… e de repente: “pummmm”… pensei - é reserva! - ...Tá bem tá! Morreu ali!… Parei,troco a vela… e nada!
Tinha de tirar o cilindro...
Ao tirar a culassa, vi logo um risco “daqueles”. Tiro o cilindro… piston partido!!
Só havia duas coisas a fazer: tentar tudo por tudo, para reanimar a “bichinha” ou chamar o reboque? Esta última opção foi excluida!.
Descravei os seguementos. Lixa nela…tudo muito bem. Com uma lixa que entretanto o David tinha ido comprar. Montei os novos seguementos. E não é que a Vespa pegou!?....E andou! Aliás, ainda hoje anda assim!! Grande Maquina!!…

David : Como deves calcular, fazer 4300 km pra Marrocos, de Vespa, não dava um episódio!? Dava uma telenovela. Pois é um pais surreal!. Por outro lado não tenho por hábito fazer das situações menos favoráveis um problema. E acho até que é o que distingue um viajante dum turista. Mas houve momentos engraçados. Um desses foi a chegada ao deserto:


A caravana onde iamos integrados era constituida por 3 carros (não jipes) e as nossas duas Vespas. E supostamente, para não empatarmos a malta que ia nos carros, combinava-se uma cidade onde nos encontrar. Os carros seguiam e as Vespas ficavam á sua mercê. Quando fizemos a etapa Azrou-Merzouga, já aquilo era tudo nosso!. Não era preciso mapa nem nada! Era estilo quem vai lá abaixo ao Algarve, mas por estradas segundárias em que se segue as placas e em caso de dúvida pergunta-se a um transeunte…(risos…) Era a varrer!
Resultado; Merzouga é uma aldeia carismática por onde passa o agora Lisboa-Dakar. Onde acaba o asfalto e começa o areal do Sahara. E nós já chegámos lá, no final da tarde, pois esse dia foi dos que se rolou mais. Feita a volta de reconhecimento á vila, como vinha sendo hábito, até que fiquei sem gasolina e decidimos ligar á malta pra saber onde iriamos ficar hóspedados.
- Ó David liga aí ao Pinta para ver como é!
- É pá! Não touxe o telemóvel ficou num dos carros... (risos) Liga tu do teu Manel?!
- É pá!…Eu não tenho o número do Pinta ! (risos) Olha, nem bateria no telemóvel tenho!!(…mais risos)
- E agora?!
- Esperamos.
- OK.

Recapitulando: estavamos onde acaba o asfalto, sem gasolina, já sem dinheiro, sem telemóveis, já com alguma fome, com um marroquino de mobylette (ciclomotor a pedais) a impingir um hotel muita bom que ele conhecia ali por 25€ por pessoa...
E a noite começa a cair...
A preocupação era tal que adormeci á beira da estrada.
Passado cerca de uma hora e meia, o Manel acorda-me a pedir um pouco de fio de electricidade! …Agora tomem bem atenção pois isto pode servir: desmontar a bateria da câmera fotográfica assim como a do telemóvel e com dois fios electricos transferir carga duma bateria para outra. Depois, mandar um sms para o Nuno Vigoço para Portugal a pedir o numero do Pinta!!.

O Vigoço recebe o sms, manda o cartão de visita do seu Nokia mas como o do Manel era Siemens não abre e...fica sem bateria!

Nisto aparece, outra vez, o tal marroquino da mobylette, que entretanto, tinha ido tomar o pequeno almoço (n.r.: era época do ramadão) a falar ao telemóvel que por acaso até era Nokia!! E ai atacamos o marroqui. E "teve que emprestar" o dito.

Lá apareceu o Pinta pra nos ir buscar até ao Kasbah do "Ali El Cojo"onde ficámos hospedados. Se alguém for para aquelas bandas este é altamente recomendável, pois está mesmo de frente para a duna. E os quartos são á volta da piscina, tem ar condicionado. Organizam, lá pra quem quizer, uma noite no deserto em tenda nómada com ida e volta de camelo. Um must…E o Ali, o dono, é um coxo altamente!.

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E a melhor recordação?
Manel - Isso não é fácil responder… Estavamos em África, num país onde tudo pode acontecer. Com permanentes estímulos visuais, cheiros, cor… Mas, como devem calcular, estes quilómetros todos percorridos. Temos de ter muitas historias boas para contar. Uma delas, é sem dúvida, o atravessar o Atlas de Vespa. Apenas tu, a vespa e a montanha. Curva e mais curva, descidas alucinantes, subidas de 2ª a fundo… Outra, a nível pessoal, foi a “descoberta” de uma queda de agua com uns 40 metros de altura de água salgada no meio de uma floresta!? Sim, água salgada mesmo! impressionante.

David - Foi uma viagem cheia de emoções. Mas destaco duas recordações; uma foi festejar o meu aniversário em Marrakech com os amigos. A outra, foi atravessar de mota, o grande Atlas. Que é um prazer infinito, foram os 80 quilometros em Vespa que mais me deram gozo na vida! Viajar em Marrocos de mota é unico e altamente recomendável.
As estradas, tirando a condução marroquina (principalmente dos camionistas), são bastante satisfatórias. As paisagens são de deslumbrar. E por ser, um país montanhoso, a mudança de cenário é constante. As pessoas, tirando a venda de tapetes e demais marroquinarias, são do mais hospitaleiro que tenho apanhado.
A comida é, dependendo dos critérios, bastante aceitável. Embora tenhamos apanhado, a altura do Ramadão, o que causa algum desconforto a alguns níveis (de resto compreensíveis devido a cultura e hábitos locais)

Desde que se entre naquele espírito marroquino é ultrapassável e faz parte de um país em desenvolvimento. O que faz deste, um destino perfeito para viajantes e aceitável para alguns turistas. Mas tende a melhorar, pois o novo Rei - que é surfista! - tem por objectivo receber cerca 10 milhões de turistas até 2010 .

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Alguma vez ficaram sem gasolina ou motor gripado, um furo? E iam preparados para estas eventualidades?
Manel - Nos íamos preparados para quase tudo. Furos, não tivemos nenhum!. Gripanços!?…Só o meu. Ficar sem gasolina…era todos os dias!
A minha vespa aguentava-se bem em autonomia. Mas a do David, bebia bem, não chegava a fazer 100km com um depósito de Rally (que leva mais uns litros que as outras),mas tava sempre tudo controlado. Eu tinha o meu jarrican de 15 ltr e o David um outro de 8 litros. E nunca ficamos sem gasolina! Por isso, se forem para Marrocos levem um jarrican.

David - Com a minha Rally, a fazer uma média de 6L/100km, o que representava uma autonomia de cerca de 80km, ficar sem gasolina, já fazia parte de um certo ritual...
Quanto a motores, devo confessar que tive algum receio de poder gripar o meu. Pois "inchado", como estava… Fui sempre com o coração nas mãos e afinal a máquina revelou-se de uma fiabilidade brutal e não houve registo de qualquer avaria a não ser queimar 2 velas e mais uma vez podemos constatar que Original Vespa..É que é!!. Em todo o caso, levei as peças essenciais, para poder resolver quase qualquer problema mecânico. Mas convenhamos que viajar com o Manel das Vespas deixa-nos bastante confortáveis.

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Qual foi a média diária de quilómetros percorridos? E consumos gasolina?
Manel: no total fizemos 4300 km, mais coisa menos coisa… o preço da gasolina em Marrocos é 1.11/1.13 euros. Média diária: não sei!? …porque havia dias que nem pegávamos na Vespa. A minha Vespa fez consumos de 4.3L/100km.


Qual o vosso prato Marroqui favorito?
Manel: Eu como tudo!! Mas em Marrocos, nunca se sabe muito bem, o que esta escondido por detrás daqueles molhos e especiarias...
Mas bom… bom… É kefta ou as brochetes! Kefta é carne de borrego picada estufada. Brochetes é carne de borrego picada tipo almôndegas, mas grelhada.
É tão bom!… Imaginem isto:
Depois de muitos quilómetros na estrada, chegar a uma aldeia perdida, procurar um mercado e ver de onde vem o fumo. Se olharem bem, vão ver que a carne do grelhador é do talho que esta ao lado. E o pão é da banca da senhora da frente. Ou seja, o homem, só tem mesmo o grelhador e as brasas...os marroquis sabem-na toda!! Mas vale bem a pena e é das melhores refeições que se pode fazer.

David - Eu sou de "boa boca" como se diz por cá, e quando vou a algum lado gosto sempre de experimentar (quase) tudo o que o pessoal local come e bebe, e em geral gostei de tudo.
Embora o prato eleito da rapaziada fosse a deliciosa tagine de kefta, a malta das duas rodas especializou-se em carne grelhada na braza pois como viajávamos durante o dia e normalmente se chagava ao fim da tarde á cidade de destino iamos logo á procura do fumo de fogareiro mais próximo.


Tiveram algum problema de comunicação entre vocês e os locais? Em que língua comunicavam?
Manel - Qualquer portuga que se preze, se faz entender em todo o lado. E tem o dom de entender tudo o que lhes dizem! ...mesmo em árabe! (…risos)
Em Marrocos, há duas línguas oficiais: o árabe e o francês. Nôs árabe nem pensar em falar! Francês…dou uns toques.
David - Nisso foi bastante fácil. Pois eu nasci, vivi e estudei em França até aos 13 anos. Logo, falar françês, fez de mim o negociador da turma, juntamente com o nosso incansável Pinta que carregou o fardo de acompanhar as 7 damas na maratona da escolha dos hoteís mais higienicos de Marrocos.
Esta foi uma condição antes de sair de Portugal e quanto a isto deixo um conselho aos homens: não percam tempo a discutir este tema com as companheiras!!… Isto não é negociavél!! Elas escolhem os locais onde pernoitar.

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Compras no casbah. Trouxeram alguma marroquinaria ou tapetes? Algo a declarar?
Manel - Quem me dera, trazer aquilo tudo!. Tem coisas de perder a cabeça, principalmente as pratas, trabalhos fabulosos que eles fazem a preços bem mais baixos que por aqui. Comprei umas pedras translúcidas, umas caixas/cofres de madeiras cheias de segredos pra abrir, uma estrela da Mercedes e mais nada porque ia de Vespa e o espaço é super reduzido...
Algo a declarar?!…Não me meto nisso, mas dava na boa para fazer umas ilegalidades. (...risos)

David - Os tipos estão lá para vender de tudo um pouco. E a malta que vai a Marrocos, dependendo das vezes que lá foi, compra mais ou menos mas devido ao marketing persuasivo. Toda a gente, chega a casa, com alguma coisa pirosa a mais...
Os tipos fazem de tudo, para vender, mas devo recomendar especial cuidado com os guias das cidades. Que, embora sejam um ótimo meio, para se conheçer o melhor das cidades. Esses guias
vão fazer a “voltinha” de maneira a passar ou acabar o passeio em lojas onde sacam comissões até 30% de tudo o que tocarmos!
Nisso sejam firmes e deixem claro que não têem muito tempo e não querem visitar lojas sob pena de acabar logo o passeio.

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Nenhum marroquino vos propôs trocar as vossas Vespas por um Camelo? E trocariam?

Manel - Nunca trocaria a minha menina por camelos! Mas houve algums marroquinos, que por brincadeira faziam ofertas, tipo: 100 camelos...Mas o mais impressionante é que em todo o lado em que paravamos, vinham ver que tipo de veiculo era o nosso. Acho mesmo, que nunca tinham visto uma Vespa. Até na auto estrada, o gajo das portagens, nos disse e bem alto que não podiamos andar com “essas motos” nas auto estada!?...Quem lhes dera a eles, terem Vespas em Marrocos como têm mobilletes!!
David - A Vespa, podem calcular que, não fosse negociável, mas ainda me ofereceram 400 camelos pela Andreia (n.r.: namorada do David)!!!

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E como é a sensação de tomar um chã no deserto?
Manel: Para descrever isso só tenho 3 palavras: BE-RU-TAL!!!
David - Ir ao deserto, foi sempre uma coisa que tive curiosidade.
E quem for de viagem a Marrocos deve mesmo lá ir. Pois, é de uma magia única. No nosso caso, dormimos uma noite numa "tenda nómada" e não fora a festa de anniversário do "Bro novo" nessa noite. Aposto que assistir ao nascer do sol nas dunas, teria sido algo de fantástico. Mas desfrutámos do pôr do sol, que deve ser igual, mas ao contrário...
Quanto ao chá, até soube bem, pois estava um frio de rachar á noite. E serviu de aperitivo ás garrafas de whisky e o garrafão de vinho do Lidl que levámos para trocar. Mas que se revelaram mais úteis para alegrar as noites em geral. E aquela noite, em particular, pois no Ramadão é proibido o consumo de álcool (para os marroquinos).


Para o ano esperam repetir a aventura? Ou já tem outros destino definido?
Manel - Para o ano, já se fala em ir a Ilha de Wight 2007 em Inglaterra. Eu estou a fazer planos de ir. Agora, tudo vai depender do negocio…. Por isso, pessoal toca ai a gripar motores!! Tou a brincar. Estimem as vossas máquinas e dêem-lhes o que elas querer.....estrada! Muita estrada!…
Mas voltar a Marrocos é uma certeza. Talvez, daqui a 10 anos, para ver se está tudo na mesma…Ou não!!

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David - Espero lá voltar. Assim que se proporcionar, mas para desfrutar mais do surf. Pois desta vez ficou muito abaixo das expectativas. De vespa, será pouco provável, lá voltar.
Mas com a certeza que voltarei de mota, afim de desfrutar o deserto.
Acompanhado pela Andreia, que se tem revelado forte companheira, nas minhas aventuras em geral e nas das Vespas em particular. Estando sempre presente pró que der e vier (n.r.: meninas tomem o exemplo!) mais uma vez deve alinhar noutra das viagens das nossas vidas e que será em Agosto de 2007, na meca das scooters Isle of Wight em Inglaterra.

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